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O Impostômetro Explode: Lula Ressuscita a CPMF dos Smartphones e Taxa 1.200 Produtos
Decisões Financeiras

O Impostômetro Explode: Lula Ressuscita a CPMF dos Smartphones e Taxa 1.200 Produtos

Roberto Navarro
20 de abril de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aquele que construiu sua carreira política sobre a narrativa de que "o imposto é roubo" — pelo menos quando o roubo era praticado por governos anteriores —, acaba de desferir o golpe mais duro no bolso do trabalhador brasileiro em 2026. No dia 24 de fevereiro, o governo federal anunciou um aumento maciço no imposto de importação para mais de 1.200 produtos. A caneta do presidente, em parceria com a equipe econômica comandada por Fernando Haddad, subiu a alíquota de importação de smartphones de 16% para 20%. É um salto brutal que encarece o celular novo, a reposição de tela quebrada e até o chip de fábrica que já vinha com imposto embutido.

O Pacote da Morte: 1.200 Produtos na Mira

O Ministério da Fazenda, agora comandado pela tropa de choque do PT, editou uma resolução que eleva as alíquotas do Imposto de Importação para uma vasta gama de bens industrializados. A lista, que vazou aos poucos para a imprensa, inclui desde itens de eletrônica até vestuário, calçados e máquinas industriais.

Os destaques mais nocivos ao consumidor final:

O governo justifica a medida com um discurso velho, surrado e falso: "proteger a indústria nacional". A lógica é a seguinte: ao encarecer o produto importado, o consumidor seria forçado a comprar o similar fabricado no Brasil. Só que o similar fabricado no Brasil — quando existe — frequentemente não tem a mesma qualidade e, mais grave, já é caro porque a indústria nacional também paga impostos sobre insumos importados.

O resultado? Você não consegue comprar um celular importado nem um nacional. O brasileiro médio fica sem opção.

O Efeito Smartphone: O Acesso à Tecnologia Vira Luxo

Vamos fazer uma conta simples. Um smartphone importado custa US300noatacado.Nacotac\ca~odeR300noatacado.Nacotac\c​a~odeR 5,20, isso dá cerca de R1.560.Comaalıˊquotadeimportac\ca~oantiga(161.560.Comaalıˊquotadeimportac\c​a~oantiga(16 250. Agora, a 20%, o imposto sobe para R312.OaumentodiretoeˊdeR312.OaumentodiretoeˊdeR 62. Mas quando você soma outros tributos (ICMS, PIS, Cofins, taxa de armazenagem, lucro do varejista), o impacto final no preço da prateleira pode chegar facilmente a R150aR150aR 200 por aparelho.

Quem perde? O trabalhador que precisa de um celular para trabalhar no aplicativo de entrega, o jovem que usa o smartphone para estudar, a mãe de família que depende do whatsapp para se comunicar com a escola do filho. A tecnologia, que deveria ser universal, vira artigo de luxo.

E isso sem falar no efeito cascata: peças de reposição também ficam mais caras. Consertar uma tela quebrada pode subir de R300paraR300paraR 380. É a taxa Lula sobre a frustração.

O Discurso da "Proteção Industrial" Não Cola Mais

A velha cartilha desenvolvimentista do PT já foi desmascarada pela realidade. A indústria nacional não precisa de proteção tarifária; ela precisa de competitividade real — o que inclui energia barata, juros baixos, infraestrutura e, acima de tudo, investimento.

O que acontece, na prática, com aumento de imposto de importação?

O resultado é um tiro no pé, com direito a ricochete no rosto do eleitor.

A Hipocrisia Estampada: Lula que Criticava Bolsonaro Agora Faz Igual (ou Pior)

O presidente passou todo o ano de 2025 criticando o aumento de impostos promovido por governos estaduais e pelo governo federal anterior. Em seus discursos, Lula repetia como um mantra: "Nós vamos reduzir impostos, porque o pobre não pode pagar caro por comida, por celular, por nada".

Pois bem. A conta chegou.

O governo Bolsonaro, é verdade, também elevou a alíquota de importação de alguns produtos durante a pandemia para estimular a produção nacional de equipamentos hospitalares. Mas não houve um pacote homogêneo de 1.200 produtos. Não houve um ataque deliberado ao bolso do consumidor final como este.

A diferença? Bolsonaro era franco — aumentava e dizia que estava aumentando. Lula fala em "proteger a indústria" e "gerar empregos", enquanto o trabalhador vê o celular novo subir de preço e a assistência técnica cobrar mais caro.

A Conexão com o Rombo Fiscal: Tapar Buraco com Imposto

Por trás dessa decisão, há um fantasma que já visitamos em artigos anteriores: o rombo fiscal de R$ 1,218 trilhão. O governo Lula gastou muito, gastou mal e gastou em ano eleitoral. A dívida explodiu, os juros subiram, e a única maneira que Haddad e Lula encontraram para tentar equilibrar as contas foi aumentar impostos.

Não é coincidência que o anúncio veio em 24 de fevereiro — após o carnaval, antes das eleições, num momento em que a oposição ainda está se reorganizando. É o clássico "aproveitar a visibilidade reduzida para empurrar a medida impopular".

A conta é simples: o governo não quer cortar gastos supérfluos (as emendas parlamentares bilionárias, os cargos comissionários, o aparelhamento de estatais). Então, em vez de enxugar a máquina, ele aperta o cinto do contribuinte.

O Torcedor Paga a Conta (Mais uma Vez)

Assim como na Copa do Mundo, onde o ingresso para a final chega a R56mileoaˊlbumdefigurinhascustaR56mileoaˊlbumdefigurinhascustaR 7 mil para completar, a conta do terceiro mandato de Lula está sendo paga pelo torcedor comum — o trabalhador que só quer comprar um celular novo para não ficar desconectado do mundo.

Agora, além de pagar caro para ver o espetáculo, o brasileiro paga caro para se comunicar. O imposto sobre smartphones é um imposto sobre a informação, sobre o trabalho, sobre a vida moderna.

Com o aumento para 20%, o governo Lula quebrou um recorde que nem o antecessor ousou quebrar: o da alíquota máxima sobre tecnologia em tempos de paz.

Conclusão: A Taxa da Desconexão

O governo Lula aumentou o imposto de importação para 1.200 produtos e jogou o preço dos smartphones nas alturas. Em ano eleitoral. Com o país quebrado. E com o discurso de que "o pobre é prioridade".

É o maior exemplo de hipocrisia e ineficiência que se pode ver numa gestão que se diz popular. O torcedor, que já paga ingresso caro e figurinha cara, agora paga também o "imposto do celular" para ver o time do governo fingir que está defendendo a indústria nacional.

A pergunta que fica, ecoando pelos corredores do Planalto e pelas filas das assistências técnicas, é simples: com um governo que taxa até o ar que se respira (e o sinal que se recebe), quem ainda acredita no discurso de que "o Brasil vai voltar a ser feliz"?