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Chega de vãs ilusões. O presidente da República, senhoras e senhoras, está perdido.
Mentalidade

Chega de vãs ilusões. O presidente da República, senhoras e senhoras, está perdido.

Roberto Navarro
3 de maio de 2026
A constatação é fria e cirúrgica, mas os fatos são teimosos. E o fato mais teimoso dos últimos 132 anos aconteceu na quarta-feira, 29 de abril de 2026: pela primeira vez desde 1894, o Senado Federal rejeitou uma indicação do presidente da República ao Supremo Tribunal Federal. O escolhido para o fuzilamento foi Jorge Messias, o advogado-geral da União que teve o nome devolvido ao remetente com uma humilhante placa de 42 votos a 34. Não foi um revés. Foi um atestado de óbito político emoldurado e entregue em mãos.

O Enterro Antes do caixão

Lula já chegou ao terceiro mandato mancando. O próprio texto seminal da obra "Lula É Um Zumbi", publicado por Rodolfo Borges no site O Antagonista, já definia o presidente como um "morto-vivo" desde o início, um fantasma que voltou ao poder não por méritos, mas pelo "desgaste político de Jair Bolsonaro".

Agora, a rejeição de Messias quebrou o espelho. Acabou a narrativa. Não há mais discurso que disfarce a podridão.

Beneficiado pela controversa anulação das condenações da Lava Jato, Lula assumiu o terceiro mandato já sem condições morais e políticas de governar. Mas se antes ele conseguia usar o STF como muleta para reverter derrotas no Congresso, o episódio de quarta-feira mostrou que o tribunal, por melhores advogados que tenha, não consegue solucionar a falta de governabilidade de um presidente autoritário.

O zumbi está sem pernas.

O Preço da Humilhação: R$ 12 Bilhões que Não Compram Respeito

Aqui reside o ponto central do delírio: este governo achou que poderia comprar a sobrevivência.

Diante da iminência do tombo, o Planalto tentou a velha tática do fisiologismo rasteiro: a promessa de liberar R$ 12 bilhões em emendas parlamentares para tentar segurar os votos. Doze bilhões. O dinheiro que viraria asfalto, creche e remédio foi transformado em moeda de suborno político para tentar manter o pulso sobre a cadeira do STF.

E não funcionou.

Isso revela um governo no qual não se pode confiar. A mensagem enviada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pela oposição liderada por Flávio Bolsonaro foi clara: não basta comprar apoio político com emendas. Nunca bastou.

O governo Lula acabou, decretou Flávio Bolsonaro. E a Gazeta do Povo registrou o epitáfio: "não tem governabilidade e não tem mais o respeito de ninguém". Um respeitado profeta da desgraça chamado Flávio decretou que o governo acabou. E quando até seus aliados sentem o cheiro do cadáver, a situação é pior do que parece.

81 Anos e um Cenário de Fim de Festa

O governo Lula de fato acabou na quarta-feira, 29, como constatou o senador. Mas a situação é terminal para o petista.

O cenário eleitoral para um improvável quarto mandato já era um desastre: ajuste fiscal travado, popularidade no chão (com desaprovação batendo 52% e aprovação em 43%, segundo a Quaest de meados de abril), e a reeleição virando uma miragem no deserto. Agora, com a derrota humilhante, o presidente se vê obrigado a engolir um recado claro: ele não manda sozinho.

Aos 81 anos e após passar os últimos quatro deles lutando contra a realidade, Lula depende, agora, de algum milagre imponderável para permanecer de pé politicamente. Mas milagres são para os vivos. Não para os mortos-vivos.

Conclusão: O Preço do Sonho (Agora na Política)

Assim como vimos na Copa do Mundo, onde o sonho do torcedor virou um produto de luxo com ingressos a R$ 11 milhões, a política brasileira também se tornou um espetáculo de horrores para poucos pagantes. Mas no jogo político, o preço a ser pago não está no ingresso da arquibancada. Está na alma apodrecida de um presidente que insiste em arrastar a própria caveira pelos corredores do Planalto.

O título ainda não é do Flávio Bolsonaro. Mas o governo, senhoras e senhores, já baixou.

O zumbi caminha. Mas não governa mais.