E o ingresso para a final no MetLife? Aquele que deveria ser a recompensa de uma vida de paixão? Custa R$ 56mil Uma cobertura de luxo. Em troca de 90 minutos.
Planejar a viagem, então, vê se pode: exige malabarismos logísticos e orçamentários dignos de um equilibrista de circo. Gastos totais que superam dezenas de milhares de reais por pessoa. Um assalariado comum levaria anos para juntar. E quando junta?
A pergunta – a única que importa – ecoa mais alta que os gols:
Para quem é, afinal, esse "maior espetáculo da Terra"?
Para a FIFA? Para os patrocinadores? Para os donos dos ingressos de US$ 2,3 milhões?
Ou para você – que só queria ver o hexa de perto, colar a última figurinha, e voltar para casa com a certeza de que o futebol ainda é seu?
O sonho tem preço. E neste jogo, o torcedor está pagando muito mais do que deveria.
A pergunta não é se o hexa vem. É quem vai poder estar lá para ver.
Fim do discurso. Agora, reflita. Ou continue pagando.